Sonho de Atleta a Treinador

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Uma conversa sobre crescer, errar e continuar a remar No Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro (GDFB), o remo é mais do que uma modalidade. É uma escola de valores. E é precisamente sobre isso que gira esta conversa com um jovem que entrou no clube como atleta e que hoje orienta uma nova geração. A sua história começa com uma lesão nos joelhos que o afastou do basquetebol. “Estive alguns meses parado. Para uma criança ativa, isso custa.” Foi o pai quem sugeriu o remo, explicando que era uma modalidade completa e de baixo impacto. “Nem sabia bem o que era o remo. Fui experimentar sem grandes expectativas.” Esse primeiro treino acabou por mudar o rumo da sua vida desportiva. Quando começou a remar, em 2013, não foi a competição que o conquistou. “O que me marcou foi o ambiente. O contacto com o rio. Os estágios fora do Barreiro. A sensação de autonomia.” A competição surgiu mais tarde. Primeiro veio o gosto pelo processo, pelo grupo, pela experiência. Ao longo do percurso, viveu momentos marcantes, como o falecimento do treinador José Rocha. “Foi um choque enorme.” Esse momento trouxe-lhe uma consciência diferente sobre o que significa pertencer a um clube. “Percebi que o desporto é feito de pessoas e que o legado continua através de nós.” Talvez tenha sido aí que começou a nascer o treinador. “Senti que podia fazer mais do que remar. Que podia ajudar quem estava a começar.” A decisão de treinar foi uma extensão natural do seu percurso como atleta — um desejo de retribuir aquilo que recebeu. Hoje, no papel de treinador, há algo que se destaca: a forma humana, dedicada e atenciosa com que acompanha cada atleta. Não trabalha apenas com tempos e classificações. Trabalha com pessoas. “Cada atleta é diferente. O meu papel é perceber o que cada um precisa.” Preocupa-se com o desempenho técnico, mas também com o estado emocional, com a confiança, com o crescimento individual. Pergunta, escuta, ajusta. “Não posso exigir sem conhecer.” E é aqui que os valores ganham ainda mais força. Compromisso — porque acredita que nada se conquista sem trabalho consistente.Atitude — porque a forma como se enfrenta cada treino faz a diferença.Respeito — pelo clube, pelos colegas, pelos adversários e pelo próprio processo. Mas há outros valores que reforça diariamente: responsabilidade, humildade, espírito de equipa e superação. “O remo é um desporto coletivo. Mesmo quando estás numa embarcação pequena, nunca estás sozinho.” Ensina que o sucesso individual nunca deve sobrepor-se ao coletivo. Que ganhar é importante, mas crescer é essencial. Que a humildade mantém os pés no chão mesmo nos momentos de vitória. Desafia constantemente os atletas a atingirem novas metas. “Às vezes eles não acreditam que conseguem. E eu digo-lhes: vais conseguir, mas tens de trabalhar.” Define objetivos progressivos, incentiva a consistência e ensina que o progresso é feito de pequenas melhorias diárias. “O remo recompensa quem é consistente, não quem tenta ser herói num treino.” Esta frase resume não só a sua filosofia como treinador, mas também os valores que pretende incutir. Quando fala do GDFB, fala de identidade. “Somos um clube com ambiente familiar, mas com ambição.” Destaca a proximidade entre todos e a cultura de entreajuda. “Aqui ninguém é apenas um número.” A sua experiência como atleta permite-lhe compreender as inseguranças e motivações dos jovens que hoje orienta. “Já senti tudo aquilo que eles sentem.” Essa empatia torna-o exigente, mas justo. Firme, mas atento. Perguntamos quais os momentos que mais o marcam como treinador. Não fala de medalhas. Fala de evolução. “Ver um atleta ganhar confiança é o melhor momento.” Ver alguém ultrapassar limites, acreditar em si próprio e crescer enquanto pessoa é, para ele, a maior vitória. Sobre o futuro do remo no Barreiro, acredita plenamente no caminho que está a ser construído. “Crescemos muito na formação. Se continuarmos assim, voltamos a ser referência.” E essa referência não será apenas desportiva — será também formativa. Antes de terminar, deixa uma mensagem aos jovens que estão agora a iniciar: “Não precisam de ser perfeitos no primeiro dia.”“O importante é aparecer, tentar, falhar e voltar a tentar.”“Se tiverem vontade de aprender, a evolução vem.” Saímos desta conversa com a certeza de que o trabalho que está a realizar vai além da técnica e da competição. Está a formar atletas com valores sólidos, preparados para os desafios dentro e fora de água. O Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro pode orgulhar-se do caminho que está a ser construído. Há dedicação, há liderança e há uma visão clara assente em valores fortes. Há confiança no futuro.Há gratidão pelo empenho diário. Porque no GDFB não se formam apenas remadores.Formam-se pessoas com compromisso, respeito, humildade e coragem para continuar a remar — sempre mais longe.

G.D.FB – 19º Estágio Internacional – Moita

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Nos dias 21 e 22 de Fevereiro o Estágio Técnico em epigrafe de Karate Tradicional da Escola Shotokan, continuou no Pavilhão Municipal da Moita onde Cardinale Sensei sujeitou os 122 participantes a um aturado trabalho de aperfeiçoamento técnico, num formato mais básico para as graduações até cinto Azul, sendo que no treino dos cintos Vermelhos, Castanhos e Negros o nível de exigência sofreu um upgrade tendo-se baseado o trabalho proposto no estudo de kumite (combate) multidirecional, com diversos formatos de execução tentando sempre evitar os deslocamentos muito padronizados em linha reta dificultando assim o ataque do adversário e possibilitando um contra ataque mais forte e rápido. Este trabalho foi complementado com o estudo dos katas Sochin e Gojushiho Sho assim como dos seus respetivos Bunkais, tendo esse treino se baseado na divisão dos katas em diversos blocos, que eram trabalhados sucessivamente num formato de execução mais suave, seguindo-se uma execução em formato de máxima força após o que cada bloco era trabalhado a dois numa versão de Bunkai (aplicação prática em combate), também partindo de uma execução menos ritmada até atingir um formato de execução de combate segundo uma perspetiva mais real. Este estágio teve a participação de 30 karatecas dos Ferroviários do Barreiro, dos quais 10 (foram sujeitos a Exame para a graduação seguinte. Bernardo Maia, Carla Geraldo, Diogo Rego, Vasco Saldanha, Matilde Fernandes, Guilherme Silva, Leonor Cruz, José Alves, Simão Pinto, João Parente, Miguel Marques, Tomás Fernandes, Bernardo Paleta, Rodrigo Paiva, Júlia Félix e Miguel Pós de Mina.

G.D.FB – 19º Estágio Internacional – Barreiro

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Realizou-se no dia 20 de Fevereiro no Ginásio do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro um treino de Karate Tradicional da Escola Shotokan orientado pelo Sensei Alessandro Cardinale, 7º Dan da FIKTA – Federação Italiana de karate Tradicional, aberto ás graduações de Cinto Vermelho, Castanho e Negro, onde participaram 38 karatecas, que puderam partilhar formatos de treinos com esquemas multidirecionais utilizando técnicas de ataque seguidas imediatamente de técnicas de defesa e contra ataque na direção contrária, efetuadas pelo mesmo executante buscando uma capacidade de ação/reação mais rápida e consistente face ao adversário. Na segunda fase do treino abordou-se o estudo e execução de um kata básico, Heian Nidan, bem como algumas versões do seu bunkai.